O dia em que fui madrinha.

outubro 6, 2013

Image

 

Quando eu e Fabi nos conhecemos na faculdade em 2003 foi antipatia a primeira vista. Sempre rimos quando lembramos disso. Com o tempo, e alguns chopps depois, a amizade foi crescendo. Choramos juntas, rimos juntas, implicamos muito uma com a outra.

No dia em que Fabi me ligou e disse: quero te pedir uma coisa. Você pode ser minha madrinha de casamento? Não pestanejei e aceitei. Se ela me queria como madrinha estaria lá. A cerimônia foi linda e simples. O amor estava presente naquela pequena sala. Ao meu lado de padrinho Andreh, amigo que tenho orgulho de ter apresentado a Fabi e que hoje é como irmão para ela. Durante a cerimônia foi pedido a mim que falasse aos noivos. Eu tinha muito a dizer mas a emoção foi tanta que saíram pequenas frases e eu chorei. Chorei porque sabia o quanto foi difícil para minha amiga chegar ali. Não vou dizer muito em respeito a privacidade dela mas posso dizer que meu choro era de alegria, de saber que ali estavam oficializando um amor que lutou para ficar junto. 2013 foi, e esta sendo, um ano pesado para muitos, e viver momentos como esse traz a força necessária para continuar.

Textos sobre Toronto

outubro 2, 2013

Escrevi 2 textos sobre Toronto há algum tempo. Um no blog do Oi Toronto e outro no blog da Gaby, de quem já falei aqui (pessoa mais que querida que conheci em Toronto). Os links para os textos estão aqui e aqui

God Only Knows…

setembro 8, 2013

O título desse post é uma música do The Beach Boys, uma das bandas prediletas dele, Fred Leal. Para mim: Fred, Freditos, Fre. A dor de perder esse cara é enorme. Nada mais doído saber que nunca mais receberei o maior abraço do mundo. De que não o terei brigando comigo por não me impor, por me achar menos que os outros. De apenas rir sobre algum filme ou série. De pegar dicas culinárias. De saber que agora ele realmente não virá me visitar e conhecer o apartamento novo que já tá velho.

Fred Leal era um imã de amor. Basta ver o quanto de gente se reuniu para rezar para que ele ficasse bom e voltasse a nos animar com aquele gargalhada maravilhosa. Não o terei dizendo coisas como “quando eu fico rouco, minha voz fica igual a do Brian Adams” e caminhar da Cidade do Rock até o ônibus que nos levaria de volta a Nova Iguaçu cantando Everything I Do, I Do It for You.  Ou esbravejando sua raiva em relação ao Phil Collins e ao Michael Keaton.

Fred foi mais que um amigo para mim. Foi um irmão. Uma das pessoas responsáveis pelo que sou hoje. Se em 1998 eu não tivesse escrito um email para aquele moleque que estava ali escrevendo um texto sobre como o Pacey era a melhor coisa de Dawson’s Creek e ele não tivesse respondido – mesmo que por responder, como ele me confessou uma vez – eu não teria conhecido mais da metade dos meus amigos.

Fred me apresentou a Casa da Matriz, ao Los Hermanos, ao Criolo. Fred me mostrou que Beatles era mais que os hits que eu conhecia da TV. Me apresentou filmes como Magnolia e Quase Famosos. Fez eu morrer de medo assistindo Evil Dead. Me deu colo quando tive o coração partido pela primeira vez, dividiu mousse de chocolate às 5h da madrugada. Correu junto para não perdemos a hora do metrô após mais uma sessão de cinema no Estação. Foi a primeira  pessoa a dizer que eu deveria usar cachos.  Fez eu criar um blog e brigava porque eu não soube mantê-lo vivo.

Aceitar que você se foi meu amigo, vai ser algo difícil. Não só para mim, eu sei bem disso. Você marcou a vida de muitos. E nesse momento a incredulidade de sabermos que não teremos mais você em nossas vidas é uma dor que só quem está sentindo sabe. Não dá para colocar em palavras a falta que você fará. Te amo muito. Vá em paz.

401117_2875840947100_642019178_n

Vamos falar de cabelos (os meus)

maio 25, 2013

Em 17 de setembro de 2011 (eu jurava que tinha sido em 2012), eu cortei meus cabelos e assumi o crespo de vez. Foram anos assim:

Image

E de repente eu estava assim (não tão de repente porque fui cortando os cabelos ao poucos):

Image

Desde então minha vida é redescobrir meus cabelos e o que ele “gosta” ou “desgosta”. Usei muito google para buscar dicas. Um dia me deparei com esse post no site da Cinthya Rachel. Achei o twisted sista 30 Second Curl Spray interessante, tomei coragem e fiz minha primeira (e única) compra no ebay. O produto chegou e eu comecei a usar. Não ficou muito bom. Eu ainda não estava com os cabelos 100% natural e a parte ainda alisada não aceitava o produto. Dei o spray para uma amiga e abstraí.

Quando viajei para Toronto, em 2012 pensei em comprar, porém acabei testando outros produtos da linha. O que mais gostei foi twisted sista Different Strokes Serum. Como a grana era pouca, voltei sem comprar o ativador de cachos. Meus cabelos ainda estavam bem curtos, não via necessidade. Só que agora os cabelos estão crescendo e eu pretendo não cortar por um tempo. Aproveitei que uma amiga foi para os EUA (não arrisco ebay, nem comprar em sites gringos porque no momento não posso correr o risco de não receber o produto e ainda perder dinheiro), pedi para ela trazer o ativador de cachos. E a mágica se fez.

ImageEsse produto tem salvado minha vida. Tem dia que não tenho tempo de lavar os cabelos, além de não ser recomendável para quem tem cabelos crespos lavá-los todos os dias (o máximo que sou capaz é ficar 2 dias sem lavar cabelos, tenho coro cabeludo um pouco oleoso), e como mágica esse spray devolve os meus cachinhos. E melhor ainda: tem um cheiro suave. Odeio cheiros fortes, principalmente se forem adocicados.

Outra linha de produtos que fizeram um bem enorme aos meus cabelos foi a Mixed Chicks. Melhor creme hidratante para cabelos que já usei. O problema foi que só descobri esse produto na reta final da minha viagem para Toronto. Voltei com um pote de creme já quase pela metade. Para minha tristeza o Beleza na Web não vende essa linha e eu não tive coragem de importar. O preço é bem alto. Então pedi a mesma amiga (que seria da minha vida sem Jana Araujo) para trazer 2 potes do creme hidrante e o leave-in. Esse último para testar. E deu certo. Estou economizando cada gota porque sabe-se lá quando poderei comprar, o fato que os produtos são bons. É muito louco saber que um país como Brasil, miscigenado até a alma, não ter uma linha descente de produtos para cabelos crespos. Sempre bom lembrar: crespos NÃO é a mesma coisa coisa que cacheados.

E lá se vai 1 ano…

maio 11, 2013

Image

Não poderia deixar de escrever sobre Toronto. Há 1 ano a essa hora eu estava congelando no voo da Copa Airlines. Acho que já tinha comido danoninho da Batavo e estava curtindo os seriados que passavam e pensando no que me esperava. Havia o pânico de me perder, de recusarem meu passaporte, havia a ansiedade da primeira viagem internacional, a primeira vez tão longe de casa. Foi durante o(s) voo(s) – foram 2 – eu comecei a ouvir Strangeland, o álbum do Keane que passaria a ser parte importante da minha viagem. Um banda que eu conhecia muito pouco e que agora faz parte dessa parte da minha história. (Quem quiser pode ouvir o álbum aqui).

Tenho lembranças lindas de Toronto. Não consigo não falar da cidade e não consigo não pensar em retornar o mais breve possível. Eu quero mais tempo por lá. Eu não estranhei a cidade, parecia que não era a primeira vez que estava ali. Alguma coisa no cheiro (cheiro de coisas, de lugares, é algo muito forte para mim) da cidade trazia um “reconhecimento”. Uma sensação de pertencer aquele ambiente. Tive a sorte de ter uma família maravilhosa me recebendo e de ter a Pauline, amiga para a vida, que foi de uma paciência ímpar e mostrou aquela que é a cidade que ela escolheu para viver. Teve a Gaby e o Juliano (e o Joe, num podemos esquecer o Joe, o cachorrinho mais sério e adorável que já vi) que me receberam na casa deles com um carinho lindo. Não só eles como os amigos que ali estavam. Teve a Barbara também. A Jessica que não consegui conhecer mas com quem falava por twitter. E tiveram meus amigos do curso, os professores maravilhosos. E mais uma vez, teve a cidade, a cidade que me recebeu de braços abertos e me mostrou que existe uma outra maneira de viver muito parecida com a que sempre desejei para mim, mas que achava impossível. Não é uma vida melhor, ou pior. Apenas algo que me identifiquei, algo que não dá para descrever, apenas sentir. Tem gente que tem isso com o Rio de Janeiro, outras com São Paulo, outras com Nova Iorque, alguns com Paris, outros com Roma. Eu tive com Toronto, e tenho com Niterói.

Pensei em fazer um top 10 sobre o que melhor vi por lá mas não consigo fechar a conta. Apenas quero deixar registrado aqui mais uma vez a felicidade que tive com essa viagem. E como disse uma cliente muito fofa essa semana para mim: “Na minha vida não sou prazos a nada. Tudo que está na minha lista fica e as coisa vão chegando no seu tempo. E assim não me frusto por não ter consigo algo no tempo que estipulado”. Por isso não vou mais dizer que volto a Toronto para morar por um tempo em 2015, volto quando o for o melhor momento. Parafraseando Keane: vou esquecer os fantasmas que me deixam velha antes do tempo.

Há 1 semana faltavam 1 semana para a

maio 4, 2013

Há 1 semana faltavam 1 semana para a viagem que mudaria minha vida.

Descobrindo um novo universo

abril 20, 2013

Image

Sempre gostei de ler. Quando eu era mais nova TV e livros sempre me fizeram companhia. Nunca fui uma leitora que abomina a televisão e nem uma telespectadora que abomina livros. Agora com meu novo trabalho tenho tido mais contato com os livros infantos-juvenis (virei livreira, aquela moça que ouve de 10 a cada 9 clientes “você trabalha aqui?” enquanto está arrumando uma estante de livros). Quando era criança eu lia qualquer coisa que estivesse ao meu alcance, muitas vezes li livros que não era apropriados para minha idade, não apenas pelos temas mas porque iam muito além da minha capacidade intelectual para compreendê-los. Ainda existem muitos livros assim na minha vida, mas o barato é ler e reler, ir descobrindo novos detalhes da história. Pelo menos é o que penso.

Passei a ter responsabilidade de cuidar da seção infanto-juvenil. E para indicar livros aquelas pessoas que chegam sem a menor noção do que comprar para aquele filho(a) do amigo(a)/sobrinho(a), precisei começar a arranjar tempo para dar uma lida no que tenho disponível. E tenho tido gratas supresas. Encontrei histórias muito boas, algumas baseadas em fatos reais que eu sequer sabia da existência. E isso despertou minha vontade de escrever aqui.Não sei quanto tempo isso vai durar, se vai sair um novo texto, mas gostaria falar do livro Quando a escrava Esperança Garcia escreveu uma carta, Sonia Rosa, editora Pallas.

O livro conta a história da escrava negra piauiense Esperança Garcia que escreveu, senão a primeira, uma das mais antigas cartas de denúncia de maus-tratos contra escravos no Brasil (mais detalhes aqui). Desconhecia essa história e fiquei emocionada com o texto. Um bom livro para relembrar parte da nossa história que raramente é contada.

Feliz!

fevereiro 16, 2013

O emprego temporário virou emprego de verdade. Um peso que saiu das minhas costas. Eu posso fazer planos novamente. Seja um chopp com os amigos, comprar um par de sapatos ou viagem de férias. Mesmo minha prioridade sendo outra (beijos Toronto, saudades).

 

 

E que venha 2013…

dezembro 30, 2012

2012 não começou fácil. Por um momento eu estava quase desistindo de tudo e de todos. Aí Toronto surgiu na minha vida e vi minhas energias renovadas e a esperança voltou a fazer parte de mim. Me permiti sonhar e as coisas foram tomando um rumo além do esperado. Tenho muito que caminhar mas o que vivi nesses 3 meses no Canadá ninguém poderá me tirar. Amizades que fiz, lugares que visitei, coisas que sequer sabia que era capaz de fazer.

O curso de tradução é melhor, e mais complicado, que esperava mas continuo acreditando que finalmente encontrei um caminho. Porém voltar a Toronto está nos meus planos futuros. Cursos que gostaria de fazer, lugares que gostaria de visitar com mais tempo, amigos para rever. Enfim, o que posso dizer que estou muito grata por 2012. E espero que 2013 seja ainda melhor.

dezembro 9, 2012

Eu tenho um emprego. É temporário mas existe a possibilidade de efetivação. As duas últimas semanas tem sido corridas. Nem das séries tenho dado conta, mas estou feliz.