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É o tempo de uma gestação

novembro 9, 2013

Daqui a exatos 9 meses estarei em Toronto. Depois de muito pensar, fazer conta, chorar, desistir, ter raiva do mundo, etc resolvi que economizarei cada centavo e passarei minhas férias no Canadá. Isso só será possível porque Pauline irá me hospedar e minha madrinha me deu a passagem de presente. Será uma viagem para rever a cidade pela qual me apaixonei perdidamente. Também usarei esses 20 e poucos dias para ver se poderei voltar para ficar mais tempo. Tentar “sentir” se é isso mesmo que eu quero e o que preciso fazer, além de juntar dinheiro, para realizar esse projeto.

Controlar a ansiedade só não será mais difícil que economizar dinheiro. Os amigos que já me veem pouco me verão menos ainda porque as saídas serão reduzidas ainda mais. Esse também será um período para trabalhar a minha entrada do mercado de tradução. Meu curso termina em 3 meses. Passando na prova poderei dar início a essa nova fase da vida.

Meus seriados estão muito bem, bem abandonados. Não ando assistindo muita coisa. No máximo o que passa na TV. Assim mesmo tenho me dedicado mais a reprise de Água Viva que qualquer outra coisa. Doctor Who e Torchwood também tenho reassistido com frequência. Dos seriados novos somente The Blacklist tem prendido minha atenção. Comecei a assistir pelo James Spader mas estou curtindo a história, apesar da peruca horrenda da protagonista. Ninguém fazia perucas tão bem como em Alias. Também tenho acompanhado Pé na Cova. O texto do Falabella tem estado incrível. É uma série que me acalenta.

Emocionalmente tudo tem estado a montanha-russa de sempre. Sentimentos que prefiro não escrever, apenas guardar. A saudade do Fred está entre elas. Há momentos que esqueço o que aconteceu. Cheguei a quase separar um presente de aniversário para ele na livraria. Aí me dei conta. 

Não ando uma amiga muito presente também. Meu afilhado tenho visto por fotos. A vontade de sair de casa é quase nula. Um cansaço físico e emocional daqueles. Meu aniversário está chegando, são quase 36 anos nesse mundo, há momentos que acredito estar mais perdida do que nunca, há dias que acho que tudo está como deveria estar e devo ser feliz assim.

E lá se vai 1 ano…

maio 11, 2013

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Não poderia deixar de escrever sobre Toronto. Há 1 ano a essa hora eu estava congelando no voo da Copa Airlines. Acho que já tinha comido danoninho da Batavo e estava curtindo os seriados que passavam e pensando no que me esperava. Havia o pânico de me perder, de recusarem meu passaporte, havia a ansiedade da primeira viagem internacional, a primeira vez tão longe de casa. Foi durante o(s) voo(s) – foram 2 – eu comecei a ouvir Strangeland, o álbum do Keane que passaria a ser parte importante da minha viagem. Um banda que eu conhecia muito pouco e que agora faz parte dessa parte da minha história. (Quem quiser pode ouvir o álbum aqui).

Tenho lembranças lindas de Toronto. Não consigo não falar da cidade e não consigo não pensar em retornar o mais breve possível. Eu quero mais tempo por lá. Eu não estranhei a cidade, parecia que não era a primeira vez que estava ali. Alguma coisa no cheiro (cheiro de coisas, de lugares, é algo muito forte para mim) da cidade trazia um “reconhecimento”. Uma sensação de pertencer aquele ambiente. Tive a sorte de ter uma família maravilhosa me recebendo e de ter a Pauline, amiga para a vida, que foi de uma paciência ímpar e mostrou aquela que é a cidade que ela escolheu para viver. Teve a Gaby e o Juliano (e o Joe, num podemos esquecer o Joe, o cachorrinho mais sério e adorável que já vi) que me receberam na casa deles com um carinho lindo. Não só eles como os amigos que ali estavam. Teve a Barbara também. A Jessica que não consegui conhecer mas com quem falava por twitter. E tiveram meus amigos do curso, os professores maravilhosos. E mais uma vez, teve a cidade, a cidade que me recebeu de braços abertos e me mostrou que existe uma outra maneira de viver muito parecida com a que sempre desejei para mim, mas que achava impossível. Não é uma vida melhor, ou pior. Apenas algo que me identifiquei, algo que não dá para descrever, apenas sentir. Tem gente que tem isso com o Rio de Janeiro, outras com São Paulo, outras com Nova Iorque, alguns com Paris, outros com Roma. Eu tive com Toronto, e tenho com Niterói.

Pensei em fazer um top 10 sobre o que melhor vi por lá mas não consigo fechar a conta. Apenas quero deixar registrado aqui mais uma vez a felicidade que tive com essa viagem. E como disse uma cliente muito fofa essa semana para mim: “Na minha vida não sou prazos a nada. Tudo que está na minha lista fica e as coisa vão chegando no seu tempo. E assim não me frusto por não ter consigo algo no tempo que estipulado”. Por isso não vou mais dizer que volto a Toronto para morar por um tempo em 2015, volto quando o for o melhor momento. Parafraseando Keane: vou esquecer os fantasmas que me deixam velha antes do tempo.