Posts Tagged ‘esperança’

Tudo novo de novo

agosto 13, 2014

Poder pensar no futuro com mais tranquilidade. Poder planejar férias, cursos. Para muitos isso não é nada. Para mim era (quase) tudo que sempre quis. Há 2 anos eu estava num avião voltando para casa  sentindo uma mistura de medo, saudades de casa, saudades da cidade que meu acolheu por 3 meses. Nunca poderia imaginar que uma prova feita em 2010 seria a solução para boa parte das minhas preocupações. Agora é focar nos novos desafios. E também começar a contar os meses paras as férias. Canadá: me aguarde que 1 ano passa rápido. Vou saber qual é desse frio que tanto falam depois de quase morrer torrada.

 

beingEricastyle

Eu não sentirei falta de 2013. O ano do pesume.

dezembro 31, 2013

2013 foi um ano pesado. E eu não falo isso pensando em mim apenas porque pelo que notei ele foi difícil para quase o mundo todo. Tanto tumulto, tanta informação (muitas delas desnecessárias, outras totalmente deturpadas), tanto livro desnecessário, tanto chorume. Um ano onde atacar era a ordem da vez, não importando a quem ou o motivo. É isso que lembrarei desse ano.

Pensando apenas no meu próprio umbigo foi um ano que até os objetivos alcançados acabaram se transformando em problemas inesperados. Projetos que eram certos caíram por terra. Uma montanha-russa de sentimentos ruins que por vezes me fizeram pensar em desistir de tudo. Coisa que há muito não acontecia e que eu julgava superado. Tenho por hábito tentar me concentrar no que foi bom. É nisso que tentarei focar e ser grata nessa virada do ano. No entanto até nos seus últimos minutos 2013 faz questão de tornar esse hábito difícil. O lado bom é que tá acabando. Vale ressaltar quem 2013 trouxe algumas pessoas legais a minha vida e nisso tenho que agradecer. E me trouxe Antonio, afilhado lindo que preciso ver mais em 2014.

Minha meta principal para 2014 era passar férias em Toronto, o que não será possível. Então estipulei uma meta mais real: voltar a natação. Nadar foi algo que aprendi em 2011 (ou 2010?). Um hábito que não pude manter e quero voltar. 40 minutos na piscina me faziam colocar a mente no lugar e para que meus objetivos em 2014 deem frutos preciso da mente quieta, espinha ereta e o coração tranquilo. Claro que ganhar no bolão da MegaSena tamanha seria de grande ajuda. R$100.000 estava bem bom. Cem mil reais mesmo. Não errei nos zeros. No momento é a quantia que preciso para o que quero fazer. Isso, saúde e um visto canadense. Também será em 2014 que terei mais um profissão para chamar de minha e espero conseguir trabalho na área. Não aguento mais essa vida de me formar em algo mas acabar trabalhando em outra coisa porque preciso sobreviver. Quero tanto que até voltei para o Facebook para ficar de olho nas oportunidades de emprego que por algum motivo que não pode ser divino me fazem retornar a essa rede social encantadora. É a vida.

Desejo a todos muita saúde em 2014. E que a vida seja boa e que aqueles que vocês amam sempre estejam bem e por perto. E aqueles que só servem para encher o saco sumam das suas vidas (mesmo que essa pessoa possa ser eu. risos). 2014 não vai ser calmo para quem está no Brasil porque ano de eleição e Copa do Mundo sempre é um festival de chorumes desnecessários. Imagina com a Copa sendo no nosso quintal. Desejo que consigamos tirar diversão disso tudo. Mesmo aqueles que odeiam futebol consigam se divertir com as piadas que virão. Elas serão muitas. 2013 foi um ano de piadas ruins, que 2014 melhoremos nisso também. Beijo no ombro.

PS: chorume, pesume são palavras que amo. Aí lembrei que crocante também é uma palavra incrível, como diria Fred. A coisa mais escrota de 2013 foi ter arrancado o Fred da minha, das nossas vidas.

 

E lá se vai 1 ano…

maio 11, 2013

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Não poderia deixar de escrever sobre Toronto. Há 1 ano a essa hora eu estava congelando no voo da Copa Airlines. Acho que já tinha comido danoninho da Batavo e estava curtindo os seriados que passavam e pensando no que me esperava. Havia o pânico de me perder, de recusarem meu passaporte, havia a ansiedade da primeira viagem internacional, a primeira vez tão longe de casa. Foi durante o(s) voo(s) – foram 2 – eu comecei a ouvir Strangeland, o álbum do Keane que passaria a ser parte importante da minha viagem. Um banda que eu conhecia muito pouco e que agora faz parte dessa parte da minha história. (Quem quiser pode ouvir o álbum aqui).

Tenho lembranças lindas de Toronto. Não consigo não falar da cidade e não consigo não pensar em retornar o mais breve possível. Eu quero mais tempo por lá. Eu não estranhei a cidade, parecia que não era a primeira vez que estava ali. Alguma coisa no cheiro (cheiro de coisas, de lugares, é algo muito forte para mim) da cidade trazia um “reconhecimento”. Uma sensação de pertencer aquele ambiente. Tive a sorte de ter uma família maravilhosa me recebendo e de ter a Pauline, amiga para a vida, que foi de uma paciência ímpar e mostrou aquela que é a cidade que ela escolheu para viver. Teve a Gaby e o Juliano (e o Joe, num podemos esquecer o Joe, o cachorrinho mais sério e adorável que já vi) que me receberam na casa deles com um carinho lindo. Não só eles como os amigos que ali estavam. Teve a Barbara também. A Jessica que não consegui conhecer mas com quem falava por twitter. E tiveram meus amigos do curso, os professores maravilhosos. E mais uma vez, teve a cidade, a cidade que me recebeu de braços abertos e me mostrou que existe uma outra maneira de viver muito parecida com a que sempre desejei para mim, mas que achava impossível. Não é uma vida melhor, ou pior. Apenas algo que me identifiquei, algo que não dá para descrever, apenas sentir. Tem gente que tem isso com o Rio de Janeiro, outras com São Paulo, outras com Nova Iorque, alguns com Paris, outros com Roma. Eu tive com Toronto, e tenho com Niterói.

Pensei em fazer um top 10 sobre o que melhor vi por lá mas não consigo fechar a conta. Apenas quero deixar registrado aqui mais uma vez a felicidade que tive com essa viagem. E como disse uma cliente muito fofa essa semana para mim: “Na minha vida não sou prazos a nada. Tudo que está na minha lista fica e as coisa vão chegando no seu tempo. E assim não me frusto por não ter consigo algo no tempo que estipulado”. Por isso não vou mais dizer que volto a Toronto para morar por um tempo em 2015, volto quando o for o melhor momento. Parafraseando Keane: vou esquecer os fantasmas que me deixam velha antes do tempo.

E que venha 2013…

dezembro 30, 2012

2012 não começou fácil. Por um momento eu estava quase desistindo de tudo e de todos. Aí Toronto surgiu na minha vida e vi minhas energias renovadas e a esperança voltou a fazer parte de mim. Me permiti sonhar e as coisas foram tomando um rumo além do esperado. Tenho muito que caminhar mas o que vivi nesses 3 meses no Canadá ninguém poderá me tirar. Amizades que fiz, lugares que visitei, coisas que sequer sabia que era capaz de fazer.

O curso de tradução é melhor, e mais complicado, que esperava mas continuo acreditando que finalmente encontrei um caminho. Porém voltar a Toronto está nos meus planos futuros. Cursos que gostaria de fazer, lugares que gostaria de visitar com mais tempo, amigos para rever. Enfim, o que posso dizer que estou muito grata por 2012. E espero que 2013 seja ainda melhor.