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Eu não sentirei falta de 2013. O ano do pesume.

dezembro 31, 2013

2013 foi um ano pesado. E eu não falo isso pensando em mim apenas porque pelo que notei ele foi difícil para quase o mundo todo. Tanto tumulto, tanta informação (muitas delas desnecessárias, outras totalmente deturpadas), tanto livro desnecessário, tanto chorume. Um ano onde atacar era a ordem da vez, não importando a quem ou o motivo. É isso que lembrarei desse ano.

Pensando apenas no meu próprio umbigo foi um ano que até os objetivos alcançados acabaram se transformando em problemas inesperados. Projetos que eram certos caíram por terra. Uma montanha-russa de sentimentos ruins que por vezes me fizeram pensar em desistir de tudo. Coisa que há muito não acontecia e que eu julgava superado. Tenho por hábito tentar me concentrar no que foi bom. É nisso que tentarei focar e ser grata nessa virada do ano. No entanto até nos seus últimos minutos 2013 faz questão de tornar esse hábito difícil. O lado bom é que tá acabando. Vale ressaltar quem 2013 trouxe algumas pessoas legais a minha vida e nisso tenho que agradecer. E me trouxe Antonio, afilhado lindo que preciso ver mais em 2014.

Minha meta principal para 2014 era passar férias em Toronto, o que não será possível. Então estipulei uma meta mais real: voltar a natação. Nadar foi algo que aprendi em 2011 (ou 2010?). Um hábito que não pude manter e quero voltar. 40 minutos na piscina me faziam colocar a mente no lugar e para que meus objetivos em 2014 deem frutos preciso da mente quieta, espinha ereta e o coração tranquilo. Claro que ganhar no bolão da MegaSena tamanha seria de grande ajuda. R$100.000 estava bem bom. Cem mil reais mesmo. Não errei nos zeros. No momento é a quantia que preciso para o que quero fazer. Isso, saúde e um visto canadense. Também será em 2014 que terei mais um profissão para chamar de minha e espero conseguir trabalho na área. Não aguento mais essa vida de me formar em algo mas acabar trabalhando em outra coisa porque preciso sobreviver. Quero tanto que até voltei para o Facebook para ficar de olho nas oportunidades de emprego que por algum motivo que não pode ser divino me fazem retornar a essa rede social encantadora. É a vida.

Desejo a todos muita saúde em 2014. E que a vida seja boa e que aqueles que vocês amam sempre estejam bem e por perto. E aqueles que só servem para encher o saco sumam das suas vidas (mesmo que essa pessoa possa ser eu. risos). 2014 não vai ser calmo para quem está no Brasil porque ano de eleição e Copa do Mundo sempre é um festival de chorumes desnecessários. Imagina com a Copa sendo no nosso quintal. Desejo que consigamos tirar diversão disso tudo. Mesmo aqueles que odeiam futebol consigam se divertir com as piadas que virão. Elas serão muitas. 2013 foi um ano de piadas ruins, que 2014 melhoremos nisso também. Beijo no ombro.

PS: chorume, pesume são palavras que amo. Aí lembrei que crocante também é uma palavra incrível, como diria Fred. A coisa mais escrota de 2013 foi ter arrancado o Fred da minha, das nossas vidas.

 

God Only Knows…

setembro 8, 2013

O título desse post é uma música do The Beach Boys, uma das bandas prediletas dele, Fred Leal. Para mim: Fred, Freditos, Fre. A dor de perder esse cara é enorme. Nada mais doído saber que nunca mais receberei o maior abraço do mundo. De que não o terei brigando comigo por não me impor, por me achar menos que os outros. De apenas rir sobre algum filme ou série. De pegar dicas culinárias. De saber que agora ele realmente não virá me visitar e conhecer o apartamento novo que já tá velho.

Fred Leal era um imã de amor. Basta ver o quanto de gente se reuniu para rezar para que ele ficasse bom e voltasse a nos animar com aquele gargalhada maravilhosa. Não o terei dizendo coisas como “quando eu fico rouco, minha voz fica igual a do Brian Adams” e caminhar da Cidade do Rock até o ônibus que nos levaria de volta a Nova Iguaçu cantando Everything I Do, I Do It for You.  Ou esbravejando sua raiva em relação ao Phil Collins e ao Michael Keaton.

Fred foi mais que um amigo para mim. Foi um irmão. Uma das pessoas responsáveis pelo que sou hoje. Se em 1998 eu não tivesse escrito um email para aquele moleque que estava ali escrevendo um texto sobre como o Pacey era a melhor coisa de Dawson’s Creek e ele não tivesse respondido – mesmo que por responder, como ele me confessou uma vez – eu não teria conhecido mais da metade dos meus amigos.

Fred me apresentou a Casa da Matriz, ao Los Hermanos, ao Criolo. Fred me mostrou que Beatles era mais que os hits que eu conhecia da TV. Me apresentou filmes como Magnolia e Quase Famosos. Fez eu morrer de medo assistindo Evil Dead. Me deu colo quando tive o coração partido pela primeira vez, dividiu mousse de chocolate às 5h da madrugada. Correu junto para não perdemos a hora do metrô após mais uma sessão de cinema no Estação. Foi a primeira  pessoa a dizer que eu deveria usar cachos.  Fez eu criar um blog e brigava porque eu não soube mantê-lo vivo.

Aceitar que você se foi meu amigo, vai ser algo difícil. Não só para mim, eu sei bem disso. Você marcou a vida de muitos. E nesse momento a incredulidade de sabermos que não teremos mais você em nossas vidas é uma dor que só quem está sentindo sabe. Não dá para colocar em palavras a falta que você fará. Te amo muito. Vá em paz.

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